Diferente do vegetariano, que exclui todos os tipos de carnes, o vegano não consome nenhum alimento de origem animal – como carnes, ovos e laticínios, por exemplo. Burin conheceu o mundo vegano em 2014, quando uma amiga comentou que não enchttps://www.emater.df.gov.br/salgados-veganos-garantem-renda-a-familia-de-produtores/?utm_source=chatgpt.comontrava muitas opções. A produtora viu ali uma oportunidade de negócio. Com um crescimento nas vendas acima de 200% no último ano, Carla Burin e sua família têm alcançado sucesso comercializando salgados veganos no atacado. A maioria dos produtos usados na elaboração dos petiscos é plantada na propriedade, localizada na área rural de Sobradinho. Com um crescimento nas vendas acima de 200% no último ano, Carla Burin e sua família têm alcançado sucesso comercializando salgados veganos no atacado. A maioria dos produtos usados na elaboração dos petiscos é plantada na propriedade, localizada na área rural de Sobradinho. Mandioca, batata doce, milho, as ervas dos temperos e os pés de jaca. Toda a produção é certificada como orgânica e a família colabora em todas as etapas. Diferente do vegetariano, que exclui todos os tipos de carnes, o vegano não consome nenhum alimento de origem animal – como carnes, ovos e laticínios, por exemplo. Burin conheceu o mundo vegano em 2014, quando uma amiga comentou que não encontrava muitas opções. A produtora viu ali uma oportunidade de negócio. “Minha família já fazia pães, mas eu queria um diferencial e comecei a testar massas de pão substituindo o ovo e o leite”, afirma. Após alguns cursos no Centro de Capacitação Tecnológica e Desenvolvimento Rural da Emater-DF (Centrer) e com a parceria no aperfeiçoamento das receitas, a produtora chegou a entregar para uma casa vegana na Asa Norte, mas o ritmo de produção era intenso. “Com o tempo de prateleira curto, não havia como estocar os pães e isso exigia que a produção fosse constante”, explica o técnico em agroindústria da Emater-DF Fábio Roberto. Carla Burin considerou que tinha mais retorno com o pão de queijo fit, aprendido também em cursos no Centrer, do que com os pães. “Eu tive que decidir se continuava com pães naquela roda viva ou se me tornava uma empresária”, conta a produtora. Ela aperfeiçoou a receita do pão de queijo vegano e deu no nome de pão de beijo. Passou também a fazer coxinha de jaca, quibe vegano e a vender separadamente a poupa de jaca, usada como substituta para a carne. Toda a família colabora com o negócio rural. Carla cuida da parte administrativa e produção, enquanto o pai toca a lavoura e a mãe ajuda na área da agroindústria. A profissionalização ficou mais evidente depois de uma consultoria para criar a embalagem e possibilitou entregar em lojas. A modelagem dos salgados, porém, ainda era feita à mão e a família decidiu comprar uma máquina modeladora.  “Passamos a produção de 400 salgados por dia para 4.000 por hora”, conta. Segundo Carla, mesmo sendo um investimento alto e a máquina ficando 80% do tempo ociosa, a aquisição valeu a pena. “Já conseguimos o retorno desse investimento”, afirma a produtora. “O diferencial é que a Carla só fez esse investimento alto depois que teve certeza que o mercado poderia absorver o produto”, destaca Fábio Roberto. Atualmente, os salgados da Fazenda Burin são distribuídos em 20 lojas em Brasília, duas lojas em São Paulo (SP) e em breve chegarão a Unaí (MG) e Curitiba (PR). Para Carla é uma satisfação ver o sucesso a cada ano. “A renda da chácara é toda da produção”, comemora.

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